segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A história do cachorrinho ...



A história do cachorrinho? Como assim vocês devem estar se perguntando. Calma! Vou logo tratar de me explicar. Nunca entendi física na minha vida e olha que tentei. Mas, ultimamente aquele lance de que uma ação desencadeia uma reação tem feito parte da minha vida. Realmente meu professor de física do cursinho (Caio) estava certo - "Trazendo a física para realidade tudo fica mais fácil".

As vezes eu queria ser um bicho sabia? Um cachorrinho ... a gente acha, mas não sabemos até que ponto eles sentem, ficam tristinhos, se estão com fome ou gula, não pagam terapêutas, não sofrem de ansiedade. As vezes nem bravos ficam. Já seres humanos, eu em particular sempre guardei rancor, sempre fui muito ansiosa, estou fazendo terapia. E essa terapia tem me ajudado muito. Muita gente (sem citar nomes) vai achar que estou mentindo, mas nas últimas 2 semanas eu tenho estado muito tranquila, dormindo bem, sorrindo, com a paz de Deus. Não estou tratando minha viagem como um Adeus, mas sim como um até breve, sem data definida. Já sinto a saudade, mas estou firme e forte. Sei que tudo vai ser mais difícil e por isso tenho lutado em curto prazo por mudanças. Hoje sou eu quem falo pro meu namorado "amanhã a gente se fala, tchau, não aguento telefone mais"...

Tenho comida porque tenho família, tenho carro porque minha família tem. Mas não tenho minha felicidade, estou em busca dela. Se eu ficasse mais uns meses no Brasil eu desistiria da minha viagem? Acho que sim. Mas não ficarei, ponto (.). Quero algo para chamar de "meu", nem que eu tenha que falar "não tenho nada, pelo menos NADA eu terei"ha ha ha ...

O meu rivotrilzinho de 2 mg já passou pra 1mg (eeeeeee). Aí vem a terapêuta e diz "Rancor só faz mal a quem sente", há quem diga "não vá embora com mágoas". E sabe, mesmo não concordando muito com isso falei "Táááááá, vou fazer isso".

Aí entra a história do cachorrinho. Resumidamente é assim. Tenham em vista que o cachorro é o melhor amigo do homem.


Once upon a time ... Eu tinha um cachorrinho; amava mais que tudo. Ele até falava comigo, o bichinho já tinha seus 10 anos (dizem que cachorro se multuplica por 3 -> logo ele tinha 30). De cachorro bobinho ele passou a um cachorro à estilo cão de guarda. Aí vamos dizer que eu tive que dar esse cachorrinho e por um tempo não o vi. Mas ainda gostava desse bichinho, um dia até disse que ele era meu herói, meu exemplo. Mas o cachorrinho também é um bichinho danado. Ele gostou da vida que estava levando, ficou até responsável com suas crias. Mas ficou meio indiferente com sua antiga amiguinha (eu). Faz tanto tempo que eu não vejo esse bichinho. Aí entra a parte da terapêuta mandando eu abrir mão desse descontentamento. Eu não queria conhecer a cachorrinha dele (que aff... já conheci), não queria conhecer seus filhotinho. Eu só queria ver meu cachorrinho de novo.

E ele ia ter uma folga no canil que ele morava. Mesmo achando que com a folga no caniu ele ia vir me ver e também acreditando que quem vai embora sem uma passagem de volta mereça um empenho maior lá estava eu super feliz em ver meu cachorrinho de novo. Fiz escova no cabelo pensando nas fotos que eu ia revelar e levar comigo. Nas risadas que esse cachorrinho ia fazer eu dar. Eu estava tao feliz !

Eu tava com dor, tirei um dente e olha que meu cachorrinho tirou 4 tadinho. E eu com dor sou pior que 10000000000 mulheres de TPM. Aí que vem a lei da ação e reação. Infelizmente eu decidi ir LITERALMENTE cedo demais pra ver o cachorrinho. E olha que eu ia ficar sentadinha com meu Ipod esperando o cachorrinho ir me buscar. Mas o cachorrinho não se importou.

Como eu sou 8/80 , aquela sensasão de ansiedade e felicidade, afinal tinha certeza que quando eu abraçasse o cachorrinho eu ia chorar se transformou em pura raiva, decepção e/ou mágoa. Eu dei meu primeiro passo, último por sinal. Ninguém mais pode me culpar. Só digo uma coisa: decepção dóii mais que mágoa; mágoa passa, decepção frusta.


De hoje em diante eu não tenho mais cachorrinho. Mas tenho certeza que o meu cachorrinho não se importa, ele está feliz. Aliás, ele não é mais meu cachorrinho. Eu tinha orgulho do meu animalzinho, hoje sinto uma decepção que me deixou chorando e dando patata em outras pessoas. Essa é minha reação. Sinto muito a quem doa. A minha parte eu fiz ... Hoje a minha familia esta mais curta porque o meu cachorrinho nao faz mais parte dela. E sabe de uma coisa? Espero que meu ex-cahorrinho saiba que eu estou indo embora sem ele no meu coração. Quem talvez deixe saudade sou eu, pois ele não me deixará mais esse sentimento. Hoje meu ex-cachorrinho está de quarentena constante. Paying back is a bitch but that's the way it is going to be.


Good bye little puppy!

domingo, 1 de novembro de 2009

Nada ... nem ao menos o medo me deixará de sonhar ...















"Rir é arriscar-se ser louco; chorar é arriscar-se parecer sentimental; estender a mão para o outro é arriscar-se envolver. Expor seus sentimentos é arriscar-se ao verdadeiro; amar é arriscar-se não ser amado. Expor suas idéias e sonhos ao público é arriscar-se a perder; viver é arriscar-se a morrer; ter esperança é arriscar-se a decepção; tentar é arriscar-se a falhar. MAS, é preciso correr riscos, porque o maior azar da vida é não arriscar nada; pessoas que não arriscam, que nada fazem, nada são. Podem estar evitando o sofrimento e a tristeza. Mas assim não podem aprender, sentir, crescer, amar, mudar, viver. Arriscar-se é perder-se por algum tempo."

Essa semana, sem sombra de dúvidas foi uma semana muito difícil; nada catastrófico aconteceu, "apenas" o que eu havia pedido em minhas orações. Acho que realmente passei a acreditar nelas e o cara lá de cima está me colocando ã prova. A gente nunca deve contar os nossos pedidos, mas digamos que estou tendo a oportunidade de encarar decisões e algumas não são muito fáceis. Opinião e companhia de pais e amigos sempre é bom, mas novamente voltei ao divã e tem sido ótimo, pena não ter voltado antes. Logicamente não pretendo relatar minhas consultas senão cobraria comissão, mas digamos que meu diagnóstico principal todos sabem: A menina que passa segurança, independência, força de vontade, positividade, mas que por dentro é apenas a velha menina imatura afetivamente.
Eu venho reclamado comigo mesma de não tomar decisões baseadas em mim mesma. Pois é, to encarando tudo isso. Não só meu namorado, mas quase todo mundo diz que eu sou um poço de carência e em certas ocasiões fico com medo por isso. Um exemplo disso foi a minha decisão de voltar para os EUA para encarar o que tiver que ser encarado. O quê? Sinceramente? Não sei ... Mas qualquer coisa que eu possa vir a fazer não me transformará em uma pessoa menos ou mais íntegra que as outras.

A saudade da minha família ( da minha mãe principalmente ), o medo de não saber quando os verei, SE os verei; dos meus amigos ... O medo do incerto. Pois é ... as vezes minha mãe fala: "acho que você está meio insegura". Claro! Tenho coração e ainda por cima minhas ansiedades; penso demais nos outros e no futuro em uma proporção extremamente superior que eles pensam em mim. Mas estou trabalhando isso. talvez se ficasse aqui eu me acostumasse com a idéia e me adaptava a minha decepção (aquela velha de ter feito faculdade + morar fora + ter que morar com os pais + ralar bastante + ganhar pouco). Quantas vezes (até aqui) não chorei o leite derramado e depois tudo passou, afinal tudo é passível ao esquecimento. Mas eu não quero isso ... e se tenho que arriscar, antes seja aos 25 ( e 11 meses haaha...) que com 50.

Adoro dar aula e deixei novamente as portas abertas. Isso! Passado! Fiz uma coisa que me tirou o sono por uma semana; estava com dó, incerta, pensando que poderiam ficar chateados comigo, não dormi, tive crises de choro ao ponto de ser abraçada pela mamãe ... Não estào entendendo? Pois é, tive que dar meu aviso prévio. E sabe por que doeu tanto? Porque pela primeira vez eu tive um grupo de amigos (um grupo TODO) que se entrosa super bem e tenho uma ótima coordenadora. Assim disse a ela "Não a conheço fora daqui, mas no nosso ambiente eu a vejo como mãe dos professores". Minha coordenadora entra na sala sem avisar para assistir aula, toda semana tem reunião individual e uma coletiva na sexta feira; treinamentos, brincadeiras, preparação de atividades. É um feedback positivo que nós professores aqui temos.

Mesmo sendo um direito meu, parecia que estava fazendo algo de errado; o Marcos disse "Nada de chorar, be tough ..." Fui, mas uma broken heart tough hahaha, mas no final deu tudo certo e as portas continuam abertas.
Acho que meu carisma pode ser usado para outras áreas também, sejam elas como nanny, como secretary, anyways ... Quantos advogados, médicos, publicitários não dão aulas de inglês? Isso os tornam menos nobres? Não. Esse encanto me assusta e como minha psyco diz "tem que ter um equilíbrio". E como eu disse pra minha coordenadorä: "A escola está sendo uma válvula de escape pra mim"... os meus dias fora dali não. Muita gente há de pensar que eu esteja voltando por alguém ... SIM, mas não tão e somente por ele. Afinal eu NÃO larguei um sonho e voletei para o Brasil por a mesma situação enfrentada quando estava lá.
O frio na barriga vem de saber que dessa vez não é somente uma aventura, muita coisa eu deixarei de viver, mas muita coisa vivenciarei. Dizem que os opostos se atraem, pois será assim eu e o Marcos. É a história da minha mãe e do meu pai em uma versão mais recente.

To quase indo dormir, vou me expressando aos poucos. Como diria o show que nunca irá ao ar do Sir. Michael Jackson "This is it" ...

Ah ... depois de longos 5 anos definitivamente dei início a minha luta Vanessa Vs. Rivotril, não bebo há um mês e estou tentando tirar 1/4 do remédio, afinal ó médico disse que é um longo processo (me sinto em Rehab). Incrível, mas tenho tido bastante dores de cabeça ao longo do dia. Meu cérebro ao dormir parece gritar "Vanessa, falta 1/4"... Ficarei assim até minha viagem (08/12) e depois tentarei metade do comprimido ... minha meta levará 1 ano pelo menos. Nessa tentativa de eliminar meu ansiolítico que tanto amo, eliminei aos poucos as cafeínas ... café, refri e cerveja ... e com isso 6 kg se foram... eeeeeee! Vamos ver, agora que estou voltando ao mundo da coca-cola, o bom é que lá tem coca-cola sem cafeína!

Wish me luck!

Ju saudades!


Obs: tenho um mês pra dizer good-bye, so long, farewell ... para meus buddies londrinenses, vamos trabalhar nisso!
Beijos!




Que feio em Mr. ex-friend (pelo visto) ... where the hell is the friendship u told me once .. life goes on ... "But your just a boy, you don't understand..." já dizia Beyoncé!