quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

"O inverno cobre minha cabeça, mas uma eterna primavera vive em meu coração." (Victor Hugo)




Vixiiiii .... Vixiiiii .... Vixiiii .... por onde começar? Há muito não escrevo, agora terei que me comprometer a escrever pelo menos toda semana. Estou longe e isso implica em curiosidades alheias e familiares (inclui-se amigos) e também implica em coisas novas, tristes, engraçadas, curiosas acontecendo.


Vou começar falando bem pouco da Disney, que foi mais um teste para minha ansiedade que qualquer outra coisa. Tudo é muito lindo? Sim. Me sentia uma criança lá, embora fosse a titia do grupo. Fiz uma amizade muito especial e até uma mãe postiça eu ganhei (claro que nunca será uma dona Cleuza). Mas cada dia era uma dia a menos para chegar onde eu queria chegar. Era uma ansiedade misturada com alegria, medo e um grande sentimento de responsabilidade vindo. Mas vamos pular toda a parte de imigração, Disney e afins (que deu TUDO certo) e vamos para a parte legal (para os outros claro) hahahaha ...

Incrível como as coisas acontecem comigo. Resolveu acontecer tempestades e mais tempestades de neve bem no dia da minha partida. Fui fazer meu check-in em MIAMI e meu voo havia sido cancelado pra manhã seguinte. Já me deu aquele desespero porque eu estava cansada, exausta na verdade. Conversei, conversei e consegui um único voo que não havia sido cancelado para NY, mas não seria mais para o Laguardia, seria para o JFK. A mulher até me disse: - "O voo das 7:25 já foi cancelado, mas se você quiser arriscar esteja ciente que sua bagagem vai para o JFK e não para o Laguardia". Para mim tudo bem ... Caso o voo fosse cancelado eu teria que de qualquer jeito ir para um voo na manhã seguinte. Fiquei andando, peranbulando no aeroporto até que vi a mensagem de que meu voo estava confirmado e eu teria que pegar o portão E21. Meu Boarding Time era 6.45 p. Claro que meu cartão de telefone não funcionava e para conseguir moedas para fazer uma ligação em custava uma água, um refrigerante, um café, mas consegui ligar para o Marcos e dizer que ia pro JFK. Agora a Lei de Murphy se completa. Depois de um tempão, o voo com 1h de atraso a aeromoça chama 11 nomes (inclui-se o meu) para sair do voo e clama um problema de excesso de peso no avião. Tinha um senhor do meu lado que até dava risada porque nunca ouviu falar nisso, aliás nem eu. Muita gente brigando e eu só pensando no chão duro que eu iria ter que dormir. Fomos colocados de novo no voo e simmmmm, fomos retirados novamente. Nessa hora eu queria socar um. A companhia conseguiu um voo para Newark (NEW JERSEY) e disse que poderíamos embarcar nesse voo, para não nos preocuparmos com a bagagem e se não fôssemos podíamos optar pelos voos da manhã, mas a companhia não pagaria pela acomodação. O interessante é que tínhamos 10 minutos para ir para a outra plataforma. Com a cara cheia de cera pedi o telefone emprestado para um menino e liguei para o Marcos dizendo que ia pra Newark. Foi a única coisa que consegui dizer, pois já estava dentro do avião.

Vamos fazer um joguinho de lógica -> Na internet aparece meu primeiro voo cancelado, o seguindo à caminho e o do LaGuardia cancelado. Onde todos iriam? Pro JFK certo? Então ... o Marcos e meu amigo ligavam para a American Airlines e eles não forneciam informações em que voo eu estava. Mas eu não sabia disso. Quando cheguei em New Jersey eu não vi ninguém e acreditem que essa é a menos pior das coisas. A neve vinha até o joelho, todos os telefones que eu ligava caia na caixa postal e adivinhem? NADA DE MALAS! Isso, 2 enormes malas com tudo dentro e eu sem elas. Eu estava com meu casaquinho, sem saber se esperava, se alguém estava vindo, tinha que fazer um B.O. da minha bagagem. Até que consegui falar com o Marcos. Na hora eu fiquei muito triste, mas no caminho eu tive que dar razão pra ele afinal a internet dizia uma coisa, a companhia não falava sobre mim e ele, nem o meu amigo sabiam do meu destino. Peguei um taxi de 150 dólares (porque chorei viu, já não tenho muito) e fui ... Uma hora e 25m devido a neve, distância e afins. Até que comecei a conversar com o motorista e acabei fazendo minha noite engraçada. E ele me disse uma coisa bem legal: "- "Lady, ninguém previa esse tanto de neve bem hoje, talvez você a trouxa (brincando), mas a noite está acabando, você está com frio, seu namorado não tinha como saber onde você estava e você não o vê há 6 meses. Não briga não, comece o próximo dia nevoso mais aquecido". Tá vendo luciana, o taxista foi meu terapêuta. Quando chegamos em casa ele ligou pro Marcos e disse: - "hey man, come down with a red carpet 'cause a bring you here a pretty tired but lovely lady".

Não foi nada de cinema, com aquelas cenas lindas, flores na mão e afins, mas foi o abraço mais gostoso com ambos cobertos até o joelho de neve. Não briguei não, tomei um banho quente, deitei no ombro dele e dormi. O sono gostoso.
Quando acordei conversamos, "matamos saudades", demos muita risada e fomosadivinha onde? No JFK e adivinhem - eles não tinham a menor idéia de onde minha mala estava. Mas pra encurtar, minhas malas nem embarcaram e chegaram somente segunda-feira, mas pelo menos chegaram.

Já chorei de saudade da mamãe, lembro do papai com os olhinhos vermelhos, durmo com o ursinho do daninho, lembro da risada da Pri e me dá uma saudade, abraço meu travesseiro do corínthians da Flavia que causa intrigas (hahahhaa ...), penso na Ju e em todas as incertezas. Me dá um aperto no coração e eu não vou negar, mas a vida tem que ser vivida e por um tempo será vivida da melhor maneira possível. Apenas saibam que não há um dia que eu não pense em cada um de vocês.
Segunda foi um dia corrido. Atrás de telefone, conta no meu nome, abri conta no banco, comprinha no mercado. O engraçado é andamos uns 30 min na neve e o Marcos quería pegar um taxi pra voltarmos pra Downtown e eu disse: "Vamos andando porque com 10 dólares de taxi a gente faz compra a mais" hauahuahuahuahuha ele ria e falava que não queria que eu passasse frio, mas já estamos no inferno que abracemos o capeta né?! Fizemos tudo que tínhamos que fazer.
Quando chegamos em casa traçamos metas, conversei muito com ele, ouvi também e me deixa feliz ver a felicidade dele. Acabei dormindo um pouco e depois que instalaram a internet eu abri meu computador e tinha um papel escrito "I love you, thanks for your love". Ganhei meu dia. Acordo com um café da manhã bem gostoso, faço o almoço e quando volto do banho acho o mesmo bilhete no armário. Viro gritando com ele e de repente vejo que é ooutro bilhete. Dei um mergulho nele e o enchi de beijo. Quem o conhece sabe que esse é um grande passo e que me deixa muito feliz.
Fiz uma planilha no excel pra mostrar o controle que teremos que ter, estou me impondo, não choro por medo ou por dificuldade. Já fiz 2 entrevistas, mas não tem nada certo. Daqui a pouco vou arrumar meu quartinho lindinho, pois ele foi trabalhar; tenho que fazer umas contas para ver se uma das ofertas que me fizeram foi boa. Tenho que ver como será minha ceia, pois a passagem do dia 24 e 25 será eu e ele, tão e somenre nós. Mo almoço iremos ao Sidney passar com a família dele.
Claro que muitas cosias estão a ser vividas, mas estou disposta a isso. Eu vou voltar, todo mundo sabe disso. Só não posso dizer quando. Mas enquanto isso quero que me liguem, me mandem e-mails, orkut, facebook e afins e me façam rir. Compartilhem as tristezas, os momentos bons e ruins também. Mas como eu disse uma vez, é apenas um bye e não um good-bye.
Tá frio, tá difícil, mas eu consigo. Continuo amando cada um da mesma maneira ou mais que eu já amava.

Marry Christmas Everybody!




23/12/09